BUENOS AIRES, 15 AGO (ANSA) - Uma resenha do cinema italiano contemporâneo de pouco mais de cinco anos, procurará dar seu testemunho em Buenos Aires a partir desta quinta-feira (16), e durante 10 dias, do que ainda tem a dizer a Sétima Arte produzida na Itália.
Um "punhado de títulos", como preferiu definir à ANSA o cônsul-geral da Itália em Buenos Aires, Giuseppe Scognamiglio, para a série de 21 filmes produzidos nos últimos sete anos e que serão exibidos de 16 a 26 de agosto na sala do Malba (Museu de Arte Latino-americano de Buenos Aires) e no Centro Cultural Borges, da capital portenha.
A ausência de filmes relacionados com o rótulo comercial impulsiona o ciclo "Cinemittà 2012", com destaque para obras de autores consagrados como Pupi Avati (La seconda notte di nozze, 2005), Ferzan Ozpetek (Mine Vaganti, 2010 ) e Gabriele Muccino (Baciami ancora, 2010); outros em ascensão, da geração de 60, como Fausto Brizzi (La notte prima degli esami, 2006) e Angelo Longoni com Caravaggio, vencedor do 32° Grande Prêmio Golden Chest em 2007, o de maior prestígio da Europa Oriental.
A mostra, por seus temas e registro, sugere uma escolha pensada com a saudade do neorrealismo, onde a realidade se apresenta sem artifícios, como ela é, e onde são os arquétipos (a mulher, a criança) que estão a serviço de uma narrativa que testemunha as injustiças sociais.
"É uma oportunidade de respirar a cultura italiana, em um verão (boreal) caracterizado pela crise" na Europa, sugeriu o cônsul italiano.
E é a crise "refletida em mais de um filme", que se destaca e pode ser o fator de ligação com o espectador argentino, afastado dos filmes italianos pela "lógica de mercado" que, acredita Scognamiglio, prioriza Hollywood. (ANSA)