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... E SOPHIA PAROU O FESTIVAL DE TAORMINA


       Por Francesca Pierleoni

loren,sofia_jun12.jpg      TAORMINA, 28 JUN (ANSA) - Após incontáveis papeis de sucesso, Sophia Loren, que hoje receberá de Carlo Verdone o Prêmio Taormina Art, no Festival de Cinema de Taormina, revelou à imprensa que sonha em interpretar um texto maravilhoso que fala do adeus ao amor, como fez Anna Magnani. É "A Voz Humana" de Jean Cocteau, em um filme dirigido pelo seu filho Edoardo. "Também gostaria de fazer um filme dirigida por Carlo Verdone, que é muito bom", acrescentou a atriz. 
      Elegante e radiante, Sophia vestia um terninho branco e se descreveu como "uma pessoa muito frágil, me emociono facilmente. Eu estive em Taormina pela primeira vez no início de minha carreira. Esta noite, meu coração certamente baterá mais forte".
      A respeito da crise que atravessa o país, ela acredita ser necessário "elevar os ânimo das pessoas, convidá-las a voltar a ter esperanças e a apagar a imagem negativa com que muitos descrevem a Itália".
      Quando perguntada sobre os conselhos que daria aos jovens, ela respondeu: "Cada um deve tentar encontrar seu caminho, às vezes é difícil, existem aqueles que o perdem e aqueles que não sabem o que querem fazer. Sempre foi assim, para todos". 
      Nascida em 1934, a atriz vive a própria idade com serenidade e critica o abuso de cirurgias plásticas: "Muitas pessoas recorrem a elas para se sentirem bem, mas é preciso usar moderação, escolher o médico certo, senão você se transforma de tal forma que, olhando no espelho, nem se reconhece".
      Sobre a carreira, Sophia admite que "faria tudo de novo, do começo ao fim, tudo foi uma surpresa. Depois que comecei a interpretar, aos 16 anos, com uma participação em 'Quo Vadis?', a vida começou a melhorar, conheci as pessoas certas e a sorte sorriu para mim, aprendi muitas coisas e fui disciplinada".
      "No momento estou avaliando alguns projetos americanos, mas a uma certa idade, você precisa escolher os papeis com cuidado, e eles precisam fazer sentido para você. (...) A época mais bonita do cinema italiano foi aquela da 'Dolce Vita', com Fellini, Antonioni, De Sica. (...) O momento atual é de impasse, as pessoas já não conseguem viver de uma determinada maneira, as coisas não estão indo muito bem e o cinema é o espelho de nossa vida", comenta ainda a atriz italiana. (ANSA)

 
28/6/2012 18:33:00 (BRASÍLIA)
 













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