ROMA, 12 JUL (ANSA) - "A música une as pessoas, muito além de qualquer divisão", disse o papa Bento XVI no final do concerto de ontem da Orquestra West-Eastern Divan, dirigida pelo maestro Daniel Barenboim, na residência pontifícia de verão.
O concerto em Castel Gandolfo, que fica perto de Roma, foi assistido pelo presidente italiano Giorgio Napolitano e sua esposa Clio, e o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, entre outros. "Vocês podem imaginar minha alegria em receber uma orquestra como esta, nascida da convicção e da experiência de que a música une as pessoas, muito além de qualquer divisão", observou Bento XVI.
A orquestra, composta por músicos israelenses e palestinos, interpretou as Quinta e Sexta Sinfonias de Beethoven.
"A música é a harmonia das diferenças", destacou ainda o Papa, para quem da "multiplicidade de timbres dos distintos instrumentos pode surgir uma sinfonia". Ele elogiou o trabalho dos membros da orquestra por se tratar de um "trabalho paciente que exige tempo e sacrifício, no esforço de se ouvir, evitando protagonismos excessivos e favorecendo a melhor música do conjunto".
Ao se dirigir a Barenboim, o Papa observou que "minha geração, como a dos pais do maestro Barenboim, viveu as tragédias da II Guerra Mundial e o Holocausto. É muito significativo que você, depois de conquistar os maiores êxitos para um músico, tenha dado vida a um projeto como essa orquestra, na qual tocam juntos israelenses, palestinos e de muitos outros países árabes, judeus, muçulmanos e cristãos". (ANSA)