ROMA, 11 JUL (ANSA) - Em discurso na ABI (Associação dos Bancos Italianos), o primeiro-ministro italiano Mario Monti afirmou hoje que o país tem enfrentado uma "guerra duríssima" decorrente da crise econômica e financeira.
Durante a assembleia da associação, Monti destacou que a Itália - cuja dívida pública equivale a 120% do Produto Interno Bruto (PIB), "está no meio de um túnel" e que os efeitos das medidas anticrise só aparecerão no futuro.
"Os primeiros resultados chegarão em 2013. Meu sucessor os verá", disse Monti, que assumiu o governo italiano em novembro do ano passado, após a renúncia de Silvio Berlusconi, e também o posto de ministro da Economia.
Para o premier, "a guerra ainda não acabou, ainda que se trate de uma guerra pacífica, contra os prejuízos difundidos da Itália, contra a comum e cínica subestimação de nós mesmos".
Monti também afirmou que o pior momento do país aconteceu na Cúpula do G20 em Cannes, na França, ocasião em que "Berlusconi foi submetido a uma pressão nos limites da humilhação". "Foi uma tentativa de fazer a Itália ceder parte de sua soberania", concluiu o premier, que nesta semana se reuniu com ministros das Finanças da zona do euro em Bruxelas.
Desde 2011, a Itália tem adotado uma série de planos de austeridade e pacotes de incentivo ao crescimento visando conter a crise. Na semana passada, foi aprovado um corte de € 26 bilhões em gastos públicos para 2014.
O premier italiano também abandonou hoje suas funções de ministro interino da Economia e indicou ao cargo o vice-ministro da pasta, Vittorio Grilli, corresponsável, junto com Monti, na elaboração de uma série de medidas econômicas adotadas pelo governo para conter a crise. (ANSA)