ROMA, 6 JUL (ANSA) - "Aqueles que atacam de forma capciosa demonstram má fé e incapacidade para ler as obras que guarda, motivo pelo qual a única saída é pedir demissão". Desta forma, em entrevista à ANSA, Maurizio Bernardelli Curuz e Adriana Conconi Fedrigolli respondem aos comentários publicados hoje no Corriere della Sera e no TG1.
Curuz e Fedrigolli lideraram a equipe que encontrou no Fondo Peterzano de Castelo Sforzesco as 100 obras inéditas atribuídas por eles ao jovem Caravaggio. Os comentários de funcionários do Departamento de Projetos, publicados nos veículos de imprensa, expressam fortes dúvidas sobre o resultado e condução da pesquisa.
Enquanto a ex-diretora de Acervos de Arte do Castelo, Maria Teresa Fiorio, se disse muito perplexa, a atual, Francesca Rossi, declarou que nunca viu os dois pesquisadores na sala de estudos, admitindo apenas um contato há um ano para solicitações fotográficas.
"Nós respeitamos os estudiosos de Castelo Sforzesco, que atuam como curadores e não podem dedicar-se inteiramente à pesquisa, mas as suas declarações são apenas tendenciosas e infundadas, com o objetivo de desacreditar", comentou Curuz. "Diante do desastre em suas pesquisas, talvez o melhor que poderiam fazer seria pedirem demissão", alfinetou. (ANSA)