> Oportunidades 


VICE-CHANCELER PEDE APROXIMAÇÃO DE BRASIL E ITÁLIA


     SÃO PAULO, 22 MAI (ANSA) - A vice-ministra das Relações Exteriores da Itália, Marta Dassù, disse hoje que o Brasil deve evoluir em sua parceira estratégica com a Itália e evitar o protecionismo, acolhendo cada vez mais as pequenas e médias empresas italianas e investindo em seu país. 
     Dassù falou nesta terça-feira (22) na sede da Fiesp, em São Paulo, durante o Fórum Econômico Itália-Brasil, que compreende uma série de encontros bilaterais entre empresas e autoridades, que começou ontem (21) e seguem até amanhã (23). 
     A vice-ministra italiana alertou que, somente com essa posição, se conseguirá alcançar e impor uma "lógica atlântica", que vê a Europa unida à América Latina, contra o crescimento das potências asiáticas. 
     "Não nos damos por vencidos, não pensamos que o futuro passe pela Ásia. Ainda somos os protagonistas possíveis de um século atlântico sob duas condições: é necessário que lutemos juntos por essa ideia panatlântica, no G20 por exemplo, contra as tendências suficientemente naturais ao protecionismo, todas as vezes que há crise", explicou Dassù. 
     "E que nós dois, Itália e Brasil, olhemos para nossa parceria estratégica não só como uma relação bilateral, mas como uma ocasião nossa, de levar a vocês a Europa, o principal bloco comercial do mundo, e vocês, de ter ancorado em vocês, com os seus organismos regionais, o continente sul-americano", acrescentou.
      A vice-ministra italiana também elogiou Riccardo Maria Monti, o novo presidente do ICE (Instituto Italiano do Comércio Exterior), por ter proposto aos brasileiros investimentos na Itália. 
     "Investir em nosso país significa estar no coração de uma Europa aberta ao leste e ao sul. Não estamos falando de um país doente, caótico e desordenado, como diriam os italianos, mas de um país-chave. A crise europeia é um jogo aberto que, para mim, levará a resultados graças ao peso da Itália", opinou. 
     Ela ainda comentou a missão italiana no Brasil e disse que sente que a iniciativa "está andando muito bem". "Esta ideia da economia territorial evidenciada pela participação das regiões nos une, italianos com brasileiros, assim como se unem milhões de pessoas que no Brasil têm origem italiana", ponderou. 
     "Falamos das pequenas e médias empresas, do comércio, e do fato que vocês têm um monte de dinheiro e nós temos um monte de dívida. Em certo sentido, isso poderia representar uma complementaridade", finalizou Dassù. (ANSA)

 
22/5/2012 16:54:00 (BRASÍLIA)
 













HyperLink
HyperLink
HyperLink




© Copyright 2008, Agência Ansa ®