Por Oliviero Pluviano
SÃO PAULO, 21 MAI (ANSA) - O presidente da região italiana de Marche, Gian Mario Spacca, disse que o Brasil deve acolher de forma extraordinária a missão de empresários italianos que chegou hoje ao país.
"Tenho a impressão que o acolhimento no Brasil a esta nossa missão será extraordinário", disse Spacca em entrevista à ANSA. Ele lidera a missão estadual e regional de empreendedores italianos que ficará no país até a próxima quarta-feira (23).
"São mais de 200 as empresas italianas que trouxemos a São Paulo, mas são 4,7 mil as empresas brasileiras que desejam fazer intercâmbio com as empresas italianas", informou Spacca.
A missão conta com o apoio do Ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento Econômico da Itália. Os encontros empresariais do Fórum Econômico Brasil-Itália começam hoje (21) na Fiesp, em São Paulo.
O evento terá a participação da subsecretária da Chancelaria italiana Marta Dassù e do presidente da Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas (ICE), Riccardo Maria Monti.
"A atenção excepcional dada no Brasil à missão, vista a participação de tantas empresas italianas, fez com que 800 empresas brasileiras se inscrevessem no fórum", contou.
Segundo ele, a relação entre as empresas italianas e as brasileiras é de "7 para 1", ou seja, "toda empresa italiana poderá ter sete encontros com as partes brasileiras. Uma ótima coisa".
A missão, que é realizada com o apoio de 16 regiões italianas e que integra os eventos do Momento Itália-Brasil (MIB), engloba principalmente negócios nas áreas energética, aeroespacial, agroindustrial, automotiva, mecânica, moda e portuária.
Até quarta-feira (23), os empreendedores italianos vão passar por São Paulo, Santos, Curitiba, Belo Horizonte e São José dos Campos.
"O foco é apresentar uma Itália que funciona, fora do senso comum de que (a Itália) é um país com laços próximos e perdulário, a quem foi dada a tarefa de coordenar no mundo as atividades industriais e de internacionalização", opinou Spacca.
O presidente da região Marche ressaltou que o objetivo é mostrar ao Brasil "uma Itália periférica, somente de regiões, de micro e médias empresas com capitalismo familiar, mas também uma Itália muito séria, rigorosa e austera, onde há bancos que funcionam, que não fizeram operações de grande risco, mas que apóiam as empresas".
Para Spacca, essa missão de empresários procura por parceiros para construir joint venture e relações de colaboração comercial e produtiva. (ANSA)