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GOVERNO MANTÉM PROVÍNCIA DE GÊNOVA NO SEGUNDO TURNO
Por ALBERTO PINKAS
ROMA, 11 JUN (ANSA) - A coalizão do governo italiano de centro-esquerda mantém o controle na província de Gênova, peça-chave que a aliança de oposição de Silvio Berlusconi queria conquistar, segundo os resultados parciais do segundo turno das eleições regionais da Itália realizadas no domingo e nesta segunda-feira.
O esperado bis da Casa das Liberdades (CDL, coalizão conservadora que Berlusconi lidera) não aconteceu hoje, após a vitória há duas semanas no primeiro turno.
A União, a coalizão do primeiro-ministro Romano Prodi, venceu onde já governava, também na província de Gênova, lugar-chave nesse segundo turno, e conquistou a cidade de Taranto, que a CDL controlava.
A aliança que governa a Itália respirou aliviada depois do resultado eleitoral de hoje.
A perda da província de Gênova e da cidade de Pistoia (confirmada à União, como Piacenza) teria sido equivalente a uma derrota, um forte revés para o Executivo em um quadro político já complicado pelas dificuldades internas da heterogênea coalizão.
Em resumo, a conclusão das parciais é que quase tudo, ao menos no que se refere à distribuição de poder no mapa da península, ficará como estava.
A recontagem de votos confirma a tendência, alertada há 15 dias, de alta da CDL, que no entanto, não possui a força necessária para reverter a situação a seu favor nas principais regiões locais governadas pela centro-esquerda.
Na província de Gênova, o candidato da União, Alessandro Repetto, ganhou com 51,4% de votos. De todo modo, houve uma perda de votos porque nas eleições regionais de 2002 Repetto tinha obtido a vitória, sem segundo turno, com mais de 56%.
O mesmo ocorreu em Pistoia, onde o prefeito Berti, que há cinco anos ganhou com 62,4%, agora foi eleito com 53%.
Entre ontem e hoje votaram cerca de 3 milhões de italianos, que estavam habilitados a eleger o governador da província de Gênova e os prefeitos de 69 municípios, entre eles Latina, Lucca, Parma, Taranto, Piacenza, Pistoia, Matera e Oristano.
A participação definitiva para a votação foi de 63,24% contra 73,95% no primeiro turno. Nas eleições de 2002, esse montante foi de 76,38%.
Berlusconi, que reafirmou esta semana que conta com 57% de consenso, disse que depois das eleições irá a Quirinal (sede da presidência da República) para conversar com o chefe de Estado, Giorgio Napolitano, e insistiu em sua intenção de pedir eleições antecipadas.
Mas dentro da CDL nem todos estão de acordo com essa opção. A Liga Norte quer votar mais tarde, no outono do hemisfério norte, enquanto a Aliança Nacional aceita a legitimidade do governo atual e a União Democrática de Centro (UDC) prefere um executivo de amplos acordos para modificar a lei eleitoral antes de voltar às urnas.
O líder da Liga Norte, Umberto Bossi, se reunirá esta noite com Berlusconi em Milão para decidir se logo após os resultados das eleições, a CDL pedirá para se reunir com o presidente Napolitano.
Maurizio Migliavacca, coordenador dos Democratas de Esquerda (DS, principal partido da maioria do governo) afirmou que o chamado de Berlusconi para utilizar as eleições para empurrar (e derrubar) o governo Prodi, foi rechaçado pelos eleitores.
O centro-esquerda se confirma à frente na província de Gênova, nas cidades de Piacenza e Pistoia, conquista Taranto e perde Matera, explicou Migliavacca.
O voto confirma a exigência de um salto na ação do governo e da maioria de centro-esquerda, que tem de fortalecer o perfil reformador, unindo inovação e equidade, acrescentou. (ANSA)
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