ROMA E CIDADE DO VATICANO, 28 MAI (ANSA) - O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, confirmou que nenhum cardeal está sendo investigado pelo vazamento de informações confidenciais da Santa Sé.
"Não há nenhum cardeal investigado, nem italiano e nem não italiano", disse o porta-voz, acrescentando que o Papa Bento XVI está sendo constantemente informado sobre o desenvolvimento do caso.
"Ele [Bento XVI] tem consciência de que se trata de uma situação delicada vivida pela Cúria", destacou Lombardi.
Na sexta-feira passada, um mordomo do Papa foi preso sob suspeita de ter vazado informações sigilosas. Paolo Gabriele é ajudante de quarto de Bento XVI e foi submetido a interrogatórios.
Em uma nota publicada hoje, o advogado de Gabriele, Carlo Fusco, disse que o mordomo "dará a mais ampla colaboração" nas investigações.
"O mais rápido possível, Paolo responderá todas as perguntas e colaborará com os investigadores para apurar a verdade", disse Fusco.
O advogado também contou que Gabriele está "sereno e tranquilo" e que recebeu a visita da mulher e dos seus advogados nesta segunda-feira.
O presidente do Pontifício Conselho Cor Unum, cardeal Robert Sarah, comentou, por sua vez, que, "até a magistratura não esclarecer completamente toda essa história, ninguém pode excluir a chance de algum tipo de complô".
Em entrevista ao jornal La Repubblica, o cardeal afirmou ainda que "esperamos que a prisão do ajudante de quarto seja um caso isolado e que não haja outros traidores que possam fazer um complô no Vaticano". (ANSA)